sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Erros posturais feitos 'no automático'


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Constituída por 33 vértebras, a coluna vertebral sofre uma série de alterações ao longo da vida e muitos de nós nem percebem. Na infância, ocorrem estiramento ósseo e evolução das estruturas musculares, enquanto na adolescência há uma propensão natural às síndromes posturais.

Na fase adulta, então, a lombalgia costuma ser uma dor recorrente e, segundo estudos recentes, atinge cerca de 80% dos trabalhadores, principalmente dos 35 aos 45 anos.

Para tratar

Embora seja prevalente em indivíduos idosos, a dor lombar não tem relação direta com a degeneração discal. É preciso realizar uma avaliação física para identificar a causa dessa dor, pois apenas a ressonância magnética não consegue informar a causa.

Terapia manual, exercícios terapêuticos e posturais, assim como tração manual e eletrônica, estão entre as técnicas indicadas para o tratamento, e conforme avaliação por um profissional habilitado.

Para obter o diagnóstico, é preciso observar atentamente alguns aspectos, ou seja, se essa dor é aguda, subaguda ou crônica; se está associada à dor irradiada; e se o sintoma está associado à hipomobilidade (mobilidade reduzida) ou instabilidade lombar.

Como prevenir

O sedentarismo é o maior fator de risco para dor na coluna, uma vez que a falta de exercícios pode enfraquecer os músculos (que protegem a coluna), assim como provocar um déficit de movimento em algumas articulações.

Um paciente com sobrepeso, mas que pratique uma atividade física regular, não terá tantos prejuízos. Porém se sobrepeso e sedentarismo caminharem juntos, os dois se tornarão um grande vilão.

Atividades que preservam a amplitude de movimentos das articulações, fortalecem os músculos estabilizadores e dinâmicos são indicadas para prevenir a dor lombar.

Atenção aos cuidados

Hábitos comuns são 'meio caminho' para que ocorram adaptações posturais. É o caso, por exemplo, do uso de mochila apenas de um lado do ombro. Tende a causar uma escoliose, enquanto o salto alto pode levar a uma hiperextensão dos joelhos e uma hiperlordose lombar.

O resultado é óbvio, mas muitas pessoas insistem em sentar - por longos períodos - de forma errada por longos períodos é um grande fator de risco para coluna. A forma de pisada também tem influência direta na intensidade das dores nas costas. A pisada com uma provação exagerada (arco plantar caindo) pode gerar compensações no joelho, quadril, coluna e, consequentemente, dores.

Recorrer à automedicação nem pensar. Cabe ao profissional identificar a origem dessa dor - se é muscular, articular, discal ou ligamentar - para que sejam indicados os medicamentos específicos para cada caso.



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